Ilhas de florestas úmidas em meio ao semiárido brasileiro

mapeamento dos brejos nordestinos de altitude do domínio da caatinga usando sensoriamento remoto

Autores

  • Taynara Rabelo-Costa Universidade Federal do Ceará
  • Marcelo Freire Moro Universidade Federal do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.21579/issn.2526-0375_2025_n2_82-103

Palavras-chave:

Encraves vegetacionais, Mapeamento da vegetação brasileira, Mata atlântica, NDVI

Resumo

Encravados em meio ao Domínio Biogeográfico da Caatinga, onde predomina o clima semiárido, há áreas elevadas muito mais úmidas, devido ao efeito das chuvas orográficas. Essas áreas elevadas e chuvosas em meio à caatinga decídua abrigam encraves de florestas semidecíduas ou perenifólias: os chamados brejos nordestinos de altitude (BNA). Essas áreas são resquícios das flutuações climáticas do Pleistoceno e são consideradas áreas prioritárias para a conservação, protegidas pela Lei da Mata Atlântica. Entretanto, um mapa detalhado desses ambientes em meio à Caatinga ainda não está disponível. Usando NDVI, modelos digitais de elevação e processamento de imagens de satélite, geramos um mapa de ocorrência dos BNA na Caatinga, inspecionando os dados de NDVI e elevação e vetorizando os polígonos que representam esse ecossistema. Nosso mapa revela a ocorrência de BNA em quase todos os estados brasileiros abrangidos pela Caatinga e permite o uso de nosso estudo por futuras pesquisas de conservação e biogeografia sobre esse ambiente disjunto e úmido em meio ao semiárido brasileiro.

Biografia do Autor

  • Taynara Rabelo-Costa, Universidade Federal do Ceará

    Cientista Ambiental e mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Ceará, sob orientação do prof. Marcelo Freire Moro.

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Publicado

2026-04-29

Edição

Seção

Artigos