Revista Brasileira de Geografia https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg <p align="justify"><strong><span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: 'Times New Roman';">Bem vindo à Revista Brasileira de Geografia (RBG), publicação científica semestral&nbsp;</span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: 'Times New Roman';">do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</span></span></span></strong></p> <div style="background: none repeat scroll 0% 0% #00c6b9; width: 500px; margin-top: 10px; padding: 5px 10px; border-radius: 15px 15px 15px 15px;"><strong>RECEBIMENTO DE ARTIGOS</strong>: Fluxo contínuo.</div> pt-BR rbg@ibge.gov.br (Revista Brasileira de Geografia) bruno.hidalgo@ibge.gov.br (Bruno Dantas Hidalgo) Ter, 03 Set 2019 09:59:47 -0300 OJS 3.1.1.0 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Editorial v. 64 n. 1 https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2217 Conselho Editorial da Revista Brasileira de Geografia ##submission.copyrightStatement## https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2217 Seg, 02 Set 2019 00:00:00 -0300 Um caleidoscópio de categorias territoriais nas estatísticas geográficas brasileiras https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2184 <p>O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Instituto Nacional de Estadística y Geografía (INEGI), no México, são os únicos no mundo a reivindicar a "geografia". Será uma garantia científica para os pesquisadores que implementam dados localizados de censos? A partir de uma análise aprofundada das categorias de territórios produzidos pelo IBGE, nesse artigo, descrevemos essas fontes para entender os critérios que prevalecem na divisão do espaço e na definição do espaço urbano pela instituição. Passando de um modelo europeu pré-estatístico herdado do período colonial, para a racionalidade do Estado, pois ao contexto liberal e pós-moderno que se estendem no mundo globalizado, as categorias do IBGE revelam a paradoxos devido à superposição de pontos de vista diferentes sobre o modo de caracterizar o espaço urbano. Isso se traduz em dificuldades em entender e usar dados populacionais agregados em categorias espaciais e urbanas oficiais. Os avatares da situação atual são sintomáticos do paradigma da complexidade que influencia cada vez mais a abordagem quantitativa nas Ciências Sociais e, de maneira mais geral, reflete uma ruptura que se afirma entre os cidadãos, políticos e a lógica dos peritos.</p> Catherine Chatel, Maria Encarnação Beltrão Sposito ##submission.copyrightStatement## https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2184 Seg, 02 Set 2019 17:41:20 -0300 Estatísticas e Políticas Públicas orientadas por evidências no Brasil: o caso das Políticas de Desenvolvimento Social nos anos 2000 https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2096 <p>A tese central deste texto é mostrar como a produção regular e a ampla disponibilidade de Estatísticas Públicas, em particular, dos Indicadores Sociais construídos a partir da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), cumpriram papeis importantes na agenda de combate à fome e na Política de Desenvolvimento Social no país, ao aportar insumos para &nbsp;defesa da sua relevância, desenho, monitoramento e avaliação dos seus programas. Inicia-se com uma recensão sobre o surgimento dos Indicadores Sociais em meio à estruturação do Estado de Bem-Estar ao longo do século XX. Em seguida, apresenta-se como a PNAD foi se transformando em uma pesquisa com escopo temático cada vez mais amplo e aderente às preocupações do Estado e Sociedade brasileiros, e como as informações levantadas na pesquisa foram sendo empregadas na Política de Desenvolvimento Social e seus programas no país. À guisa de conclusão, advoga-se pela necessidade de uso mais bem informado e plural das estatísticas pela mídia brasileira, pelos riscos de crescente deslegitimação de políticas e programas constituintes da trilha civilizatória inscrita na Constituição Federal de 1988.</p> Paulo de Martino Jannuzzi ##submission.copyrightStatement## https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2096 Seg, 02 Set 2019 21:20:22 -0300 Dados do Censo Demográfico e a avaliação da evolução da segregação residencial urbana https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2213 <p>O objetivo do presente trabalho foi ilustrar como a segregação residencial urbana pode ser avaliada e monitorada a partir de dados do questionário da amostra por área de ponderação dos Censos Demográficos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2000 e 2010. Entre os dois Censos, embora na média do município a segregação não tenha tido aumento muito importante, localmente as variações foram relevantes, provavelmente associadas à valorização do uso do solo urbano neste período. Os índices utilizados mostram potencial como instrumentos para avaliação da segregação em seus diversos aspectos para subsidiar medidas de redução ou mitigação de suas externalidades.</p> Ligia Vizeu Barrozo, William Cabral-Miranda, Natalia Bianchi Galvão ##submission.copyrightStatement## https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2213 Seg, 02 Set 2019 22:41:57 -0300 Contribuições do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para análises intraurbanas: a organização social no território a partir de Categorias Sócio-ocupacionais https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2191 <p>O objetivo do artigo é discutir o padrão de organização social do território, a partir da localização dos grupos ocupados para analisar as alterações na estrutura social metropolitana, tomando como caso a Região Metropolitana do Recife (RM Recife). Os estudos “Tipologia Intraurbana: espaços de diferenciação socioeconômica em concentrações urbanas no Brasil” (IBGE, 2017c) e “Região Metropolitana do Recife: Estratificação social, estrutura e organização do território” (MIRANDA; BITOUN, 2015) foram as bases para a discussão proposta nesse artigo. Ao analisar os tipos sócio-ocupacionais, foi possível verificar os efeitos da transição demográfica; o aprofundamento das desigualdades territoriais nas áreas centrais; a reconfiguração das centralidades, motivada pela implantação de grandes empreendimentos em espaços periféricos. Esses resultados, no entanto, não mostraram grandes mudanças na estrutura social da Região Metropolitana. A análise realizada e a relevância de seus resultados para a compreensão da diferenciação socioespacial demonstram a extrema importância da informação produzida e acessível pelo IBGE, uma vez que os dados censitários oferecem infinitas possibilidades de sistematização que ajudam a revelar a dinâmica da organização territorial.</p> Lívia Miranda ##submission.copyrightStatement## https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2191 Seg, 19 Ago 2019 00:00:00 -0300 A contribuição do IBGE para as leituras do território nacional na perspectiva da metropolização do espaço https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2187 <p>O texto trata da importância de alguns estudos recentes oferecidos pelo IBGE e selecionados pelo fato de contribuírem para uma leitura do território nacional desde o processo de metropolização do espaço. Ressalta a necessidade de novas ferramentas analíticas capazes de capturar a realidade atual e o papel fundamental do IBGE no oferecimento de bases de dados que favorecem essa tarefa.</p> Olga Lucia Castreghini de Freitas-Firkowski ##submission.copyrightStatement## https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2187 Seg, 02 Set 2019 23:55:13 -0300 O IBGE na produção do data_labe e o debate sobre dados no Brasil https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2188 <p>O presente artigo discute a relevância do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística para a o data_labe, laboratório de dados e narrativas localizado no Complexo da Maré, Rio de Janeiro. A partir do histórico de construção da organização e do debate em torno do cenário da produção de dados no Brasil e dos debates levantados pelo laboratório, é traçada uma reflexão acerca da relação entre os institutos de pesquisa, as organizações da sociedade civil e suas relações com o fortalecimento da democracia brasileira.</p> Clara Sacco, Juliana Marques ##submission.copyrightStatement## https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2188 Sex, 16 Ago 2019 00:00:00 -0300 Utilização de dados censitários para a análise de população em áreas de risco https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2061 <p>Os desastres de origem hidrometeorológica, como deslizamentos e inundações e seus efeitos sobre a população em risco tornaram-se um assunto relevante. O presente artigo tem como objetivo explorar as potencialidades da metodologia desenvolvida em parceria entre o IBGE e o CEMADEN, que delimitou novas áreas para associação de dados demográficos às áreas de risco, denominadas BATER (Base Territorial Estatística de Risco), cujos resultados foram publicados em 2018. A metodologia foi orientada pelo desafio de associar diferentes geometrias de representação, áreas de risco e dados espaciais do Censo Demográfico de 2010. Dos 872 municípios brasileiros monitorados, estima-se que 8.270.127 habitantes e 2.471.349 domicílios privados permanentemente ocupados estavam localizadas em áreas de risco. Por fim, considerou-se que a BATER junto com as pesquisas provenientes de dados do censo podem fornecer informações relevantes para análises intraurbanas sobre a população exposta ao risco de desastres no Brasil.</p> Daiane Batista de Souza, Pilar Amadeu de Souza, Júlia Vicente Martins Ribeiro, Rodrigo Amorim Souza de Moraes Santana, Mariane Carvalho de Assis Dias, Silvia Midori Saito, Regina Célia dos Santos Alvalá ##submission.copyrightStatement## https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2061 Seg, 02 Set 2019 21:37:06 -0300 A Evolução da Geodésia: da observação às estrelas aos satélites https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2215 <p>Da mesma forma que as demais áreas das geociências, a geodésia passou por grandes transformações devido à evolução tecnológica ocorrida nos últimos 50 anos. Voltando um pouco no tempo, o objetivo principal da geodésia consistia na determinação de uma posição na superfície terrestre, através das coordenadas - latitude, longitude e altitude. Estas coordenadas eram obtidas através técnicas e métodos que proporcionassem a melhor precisão possível. Entretanto, dada a grande evolução nas missões espaciais dedicadas ao melhor conhecimento do nosso planeta e as interações entre os seus diversos sistemas, é possível hoje monitorar também as variações que ocorrem nas coordenadas ao longo do tempo. Estas informações são de extrema importância para os sistemas de alerta de terremotos e erupções vulcânicas que estão sendo implantados em várias partes do mundo.<br>Este trabalho tem por objetivo relatar as transformações que a geodésia do IBGE passou desde a sua primeira responsabilidade na campanha de determinação das coordenadas das sedes municipais, visando a atualização da Carta Geográfica do Brasil para o Censo de 1940, até os dias de hoje, com a adoção do Sistema de Referência Geocêntrico para as Américas SIRGAS 2000. São abordadas também as mudanças que ocorreram na forma de atuar como gestor Sistema Geodésico Brasileiro, através da disponibilização de serviços de posicionamento no portal do IBGE, os quais contam com um número expressivo de usuários, possibilitando inclusive o posicionamento em tempo real.</p> Sonia Maria Alves Costa, Luiz Paulo Souto Fortes ##submission.copyrightStatement## https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2215 Qui, 29 Ago 2019 00:00:00 -0300 Reserva Ecológica do IBGE https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2134 <p style="margin-bottom: 0cm; line-height: 150%;" align="justify"><span style="font-family: Times new roman, serif;"><span style="font-size: medium;"><span style="background: transparent;">Para o desenvolvimento sustentável é necessária ampla base de informações da biodiversidade e processos ecológicos para avaliar os benefícios das atividades humanas e seus custos ambientais. Criada em 1975, a Reserva Ecológica do IBGE é um centro de referência na produção de informações sobre o Cerrado, conciliando a conservação, pesquisa de ambientes preservados e experimentos sobre impactos com projetos de longa duração desenvolvidos em conjunto com parceiros de diversas instituições. Paralelamente, seu programa de pesquisas emprega amostragem ao longo do Cerrado avaliando padrões e descrevendo a biodiversidade regional. Para atender às novas demandas, a Reserva tem voltado seu manejo para novos objetivos de conservação, articulado a participação em redes de pesquisa e preparado ações de ensino e extensão.</span></span></span></p> Frederico Scherr Caldeira Takahashi, Mauro Cesar Lambert de Brito Ribeiro, Leonardo Lima Bergamini, Alessandra Luiza Gouveia, Aline Danieli-Silva, Mariza Alves de Macedo Pinheiro, Luciano de Lima Guimarães ##submission.copyrightStatement## https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2134 Seg, 02 Set 2019 21:43:11 -0300 O Herbário IBGE https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2212 <p>Os desafios ambientais atuais demandam conhecimento científico sobre a biodiversidade para orientação de políticas públicas. Coleções biológicas são um repositório permanente e acessível e documentam uma vasta gama de dados valiosos, exercendo um papel central na produção desse conhecimento. Neste trabalho apresenta-se o Herbário IBGE, fundado em 1977 e localizado em Brasília. Seu acervo, com mais de 83.000 exsicatas e 3.549 amostras diversas, é bem representativo da flora do Cerrado. Atualmente cerca de 90% do acervo encontra-se digitalizado e acessível através da internet. Em suas 4 décadas, o Herbário IBGE tem participado dos esforços colaborativos para compreender, conservar e usar de modo sustentável a diversidade de plantas, participando de projetos regionais e nacionais que amparam políticas em diferentes níveis.</p> Leonardo Lima Bergamini, Mariza Alves de Macedo Pinheiro, Marina de Lourdes Fonseca Resende, Luciano de Lima Guimarães, Betânia Tarley Porto de Matos Góes ##submission.copyrightStatement## https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2212 Qui, 22 Ago 2019 00:00:00 -0300 Do Mapeamento Geomorfológico do IBGE a um Sistema Brasileiro de Classificação do Relevo https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2199 <p>O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tem sido o órgão responsável pelo levantamento geomorfológico sistemático do território brasileiro. Em quase 50 anos, o IBGE mapeou o país nas escalas de 1.1.000.000 e 1:250.000 através de uma reconhecida e difundida estrutura de taxonomia de relevo. No entanto, diversas outras metodologias têm surgido, o que tem gerado uma falta de diálogo entre os mapeamentos, com frequente incompatibilidade. Neste sentido, o presente artigo discute os caminhos metodológicos percorridos pelo IBGE ao longo das atividades de mapeamento geomorfológico, assim como a atual demanda da sociedade acadêmica e científica e os desafios de construção de padrões regulares de mapeamento que possibilitem a construção de um Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo.</p> Rosangela Garrido Machado Botelho, André Souza Pelech ##submission.copyrightStatement## https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2199 Qua, 21 Ago 2019 00:00:00 -0300 A Paisagem Físico-Geográfica: Identificação e Classificação https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/1649 <p>Desde seu surgimento no século XIX, a Ciência da Paisagem acumula um vasto acervo teórico e metodológico, legado das contribuições de pesquisadores do mundo inteiro, o qual se reflete na atualidade em diversas posições filosóficas e interpretações científicas. Este artigo se propõe apresentar os fundamentos teóricos, conceituais, metodológicos e práticos que sustentam a paisagem físico-geográfica como categoria espacial de análise, desde uma abordagem sistêmica e dialética, para o planejamento ambiental.</p> Raul Sanchez Vicens, José Mateo Rodriguez, Felipe Mendes Cronemberger ##submission.copyrightStatement## https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/1649 Seg, 02 Set 2019 21:55:59 -0300 Há espaço ideal para a gestão de águas? https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2011 <p>Existe espaço ideal para a gestão de águas? Esta indagação consiste no ponto de partida para a discussão sobre a noção de território-sistema. Para discutir esta noção partiu-se da crise de abastecimento de água ocorrida em 2014-2015 que ganhou visibilidade e assumiu projeção como crise do Sudeste e, em alguns momentos, como crise do país. Questões como segurança hídrica, desajustes entre investimentos em infraestrutura e crescimento da demanda, intensidade da urbanização e estiagem prolongada resumem argumentos e justificativas que foram mobilizados para explicar e subsidiar estratégias de saída da crise e a tomada de decisão para resolver o problema. Argumenta-se que a crise expôs inadequações entre organização institucional e determinada concepção de gestão do território e dos recursos em duas escalas: a escala metropolitana e a escala da bacia do Paraíba do Sul. De um lado, a expansão de cidades e a formação de aglomerados metropolitanos, de outro, unidades de gestão de recursos hídricos e sistemas técnicos produtores de água indicam manifestações de rivalidades sobre recursos compartilhados e sobre o controle dos fluxos de água. Consideramos, pois, que esta crise não é exclusiva da estiagem em momento precisamente determinado, mas que tem origem nas condições de produção da água em quantidade e qualidade. A análise em duas escalas permite considerar a malha hídrica como objeto geográfico, substrato da articulação sincrônica de lugares e, contraditoriamente, vetor de rupturas. A fim de compreender essas inter-relações introduzimos a noção de território-sistema.</p> Gisela Pires do Rio ##submission.copyrightStatement## https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2011 Seg, 02 Set 2019 21:59:25 -0300 Considerações sobre a organização do território e os processos de integração e articulação https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2173 <p>Este artigo aborda dois processos que são considerados estruturantes na organização do território: a integração e a articulação espacial. Tais processos são fruto de contextos, atores e agentes diversos, porém atuam no espaço de modo complementar, dando origem a recortes espaciais em diversas escalas. O processo de integração espacial é movido pelas relações densas, porém, não necessariamente diárias, entre as pessoas e gera espaços unificados. Já o processo de articulação é próprio das dimensões econômicas, social e de gestão que promovem a coesão espacial. Os centros urbanos são o <em>locus</em> preferencial que ajudam a impulsionar e materializar os dois processos, sendo que na integração são reforçados os aspectos de contiguidade espacial e na articulação os aspectos de relacionamento em rede. Entre 2008 e 2018 foram desenvolvidos estudos no IBGE voltados para apreensão de tais processos e identificação dos recortes espaciais resultantes. Os produtos gerados representam quadros de referência para divulgação de estatísticas levantadas pela Instituição e servem de suporte a inúmeros estudos e projetos governamentais, privados e acadêmicos.</p> Mauricio Gonçalves e Silva, Maria Monica Vieira Caetano O'Neill, Mauro Sérgio Pinheiro dos Santos de Souza ##submission.copyrightStatement## https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2173 Seg, 02 Set 2019 00:00:00 -0300 O capital imobiliário e o seu papel no processo de formação de novas centralidades e de verticalização na Região Metropolitana de Florianópolis/SC https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/204 <p>O processo de verticalização está vinculado ao desenvolvimento capitalista do setor financeiro-imobiliário, no qual agem as forças de reprodução do capital por meio da construção civil. Diante disso, o objetivo deste artigo é demonstrar que os setores com processos de verticalização na área conurbada da Região Metropolitana de Florianópolis (RMF) foram impulsionados pelos poderes públicos municipais para o benefício de determinados grupos econômicos e retratar o desenvolvimento da cidade. Tais setores consolidaram as centralidades e contribuem para o adensamento dos fluxos de circulação, sem prever as repercussões que causariam para o espaço. Nessa perspectiva, analisaremos as novas áreas com processos de verticalização, a fim de desvendar as atuais dinâmicas da indústria da construção civil sobre o espaço urbano.</p> Margaux Hildebrandt Vera, Márcio Rogério Silveira ##submission.copyrightStatement## https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/204 Seg, 02 Set 2019 00:00:00 -0300 Tempo, Espaço e Geografia - um ensaio https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2186 <p>Tempo e espaço são elementos para a existência de processos e formas tanto criados pela natureza como pela ação humana. Sem tempo e espaço nada existe ou se reproduz. Ambos, tempo e espaço, têm sido objetos da física, filosofia e de outros campos do conhecimento, tendo, no entanto, recebido uma relativamente pequena atenção entre os geógrafos, a despeito da superfície da Terra, morada do Homem, ser uma notável expressão da ação do tempo e do espaço. O presente ensaio procura ressaltar algumas conexões entre tempo, espaço e geografia, estando apoiado na literatura produzida muito particularmente pelos geógrafos. Trata-se, portanto, de um ensaio direcionado sobretudo aos geógrafos.</p> Roberto Lobato Corrêa ##submission.copyrightStatement## https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/2186 Seg, 02 Set 2019 00:00:00 -0300