Frequency, duration and intensity of heatwaves in brazilian urban areas between 1981 and 2023
Authors
- Bruno Porto Universidade de Brasília https://orcid.org/0000-0002-3279-0401
- Helen Gurgel Universidade de Brasília https://orcid.org/0000-0002-4250-6742
- Djacinto Monteiro dos Santos Universidade Federal do Rio de Janeiro https://orcid.org/0000-0001-5111-3636
- Hendesson Alves Universidade de Brasília https://orcid.org/0009-0009-0342-9201
- Peter Zeilhofer Universidade Federal do Mato Grosso https://orcid.org/0000-0002-7579-6408
- Amarílis Bezerra Universidade de Brasília https://orcid.org/0000-0001-9491-0336
- Eliane Lima Universidade de Brasília https://orcid.org/0000-0003-4608-5946
- Eucilene Alves Santana Universidade de Brasília https://orcid.org/0000-0002-8745-6216
- Marina Miranda Fundação Oswaldo Cruz https://orcid.org/0000-0002-0056-7731
- Renata Libonati Universidade Federal do Rio de Janeiro https://orcid.org/0000-0001-7570-1993
DOI:
https://doi.org/10.21579/issn.2526-0375_2026_n1_92-113Keywords:
Heat waves, excess heat factor, trend analysis, seasonal patternsAbstract
Heat Waves (HW) are becoming more frequent and causing social, economic, environmental and human-health impacts. Therefore, we aimed to identify the HW that occurred in 15 brazilian capitals between 1981 and 2023 and describe them regarding incidence, duration and intensity through the excess heat factor. In addition, the Mann-Kendall test was applied to identify temporal trends. We observed that HW in the central part of mainland Brazil occur in the dry period, while coastline HW happen in the months with more rainfall. Eight cities showed significant increase in HW frequency. Four cities showed increase in duration and six showed in intensity. Belo Horizonte, Belém, Brasília, Goiânia and Manaus had higher HW risk in regards to frequency, duration or intensity.
Author Biographies
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Bruno Porto, Universidade de Brasília
Mestre em Geografia pela Universidade de Brasília (2024). Geógrafo (Licenciatura e Bacharelado) pela Universidade de Brasília (2022). Pesquisador DTI-B do projeto "indicadores espaciais e sistema de alerta para ondas de calor e saúde nas regiões metropolitanas brasileiras" do CNPq. Foi estagiário do Laboratório Misto Internacional (LMI-Sentinela | UnB-IRD-Fiocruz) (2020-2022), e atualmente é pesquisador do LMI-Sentinela. Membro desde 2019 do Laboratório de Geografia, Ambiente e Saúde (LAGAS-UnB). Pesquisador Colaborador Assistente na Universidade de Brasília (PPG-GEA - UnB). Atuou como docente externo na disciplina de Cartografia 1 no departamento de gegrafia da UnB. Estudante de Educação Física na Universidade de Brasília (2024-Atual). Atuou como professor e coordenador de Geografia no Galt Vestibulares. Desenvolve pesquisas, na área de geoinformática, geoprocessamento, ambiente e atividade física e divulgação científica.Trabalha com Python, QGIS, ArcGIS, Power BI, Joomla, Leaflet e outros. Realizou diversos cursos na área de educação em Geografia e Geoprocessamento.
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Helen Gurgel, Universidade de Brasília
Possui graduação em Geografia pela Universidade Federal Fluminense - UFF (1996), mestrado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE (2000), doutorado em Geografia e Prática do Desenvolvimento pela Universidade de Paris X (2006). Realizou pós-doutorado no INPE em parceria com o Instituto Francês de Pesquisa para o Desenvolvimento - IRD (2007-2008) e foi pesquisadora visitante na UMR-ESPACE-DEV no IRD (2017-2018). Trabalhou como técnica especialista no Ministério da Saúde e do Meio Ambiente (2008 a 2011). Desde 2011 é docente da Universidade de Brasília - UnB, onde atualmente é professora associada, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGGEA), e coordenadora do Laboratório de Geografia, Ambiente e Saúde (LAGAS). Desde 2017 é docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas em Saúde da FIOCRUZ Brasília. Coordena pela UnB o Laboratório Misto Internacional - LMI Sentinela uma parceria entre a UnB - FIOCRUZ e o IRD, desde 2018. É co-editora da revista franco-brasileira de geografia - Confins (Paris), desde 2021. Atua em pesquisa e ensino na área de Geografia e Saúde, com ênfase em Geotecnologias, atuando principalmente nos seguintes temas: saúde, meio ambiente, clima, indicadores, análise espaço-temporal, políticas públicas e gestão da informação.
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Djacinto Monteiro dos Santos, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Doutor em Física (2021), mestre em Ciências (2015) e bacharel em Física (2012) pela Universidade de São Paulo. Desenvolve pesquisa em tópicos relacionados à poluição do ar em áreas urbanas, eventos climáticos extremos e impactos socioambientais. Atualmente é pesquisador nível pós-doutorado no Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), junto ao Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA), onde investiga o acoplamento entre eventos de seca e ondas de calor no Brasil e seus impactos conjugados na ocorrência de incêndios florestais e na na saúde humana. Também possui experiência no estudo dos mecanismos de formação e processamento de poluentes atmosféricos, identificação de fontes poluidoras e modelos de transporte atmosférico. Possui especialização em Processos Didático-Pedagógicos para Cursos em Modalidade de Ensino à Distância, pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo (UNIVESP), experiência como mediador pedagógico em cursos de graduação e espaços de educação não-formal, além de experiências com linguagem audiovisual, na interface entre cinema e educação ambiental.
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Hendesson Alves, Universidade de Brasília
Graduando em Geografia pela Universidade de Brasília - UnB, onde atua como monitor na disciplina de Cartografia I. Participa de atividades de pesquisa relacionadas ao mapeamento de métodos e técnicas de geocodificação no Distrito Federal (PIBIC), Dashboard como ferramenta de interface gráfica para divulgação de informações sobre eventos de ondas de calor e seus impactos na saúde (PIBIC), e integra o Laboratório de Geografia, Ambiente e Saude (LAGAS). Com foco em Geociências, possui experiência em geoprocessamento, sensoriamento remoto e Sistemas de Informação Geográfica (SIG). Entre suas atividades acadêmicas e de ensino, destaca-se sua atuação como monitor e tutor em disciplinas como Cartografia e Fotointerpretação, auxiliando discentes e docentes no uso de ferramentas SIG. Atua principalmente nos seguintes temas: geoprocessamento, saúde e ambiente, programação e mudanças climáticas
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Peter Zeilhofer, Universidade Federal do Mato Grosso
Possui Graduação em Geografia Física pela Ludwig-Maximilians-Universidade (1992) e Doutorado em Engenharia Florestal pela Ludwig-Maximilians Universitaet Muenchen (1996). É atualmente Professor Titular da Universidade Federal de Mato Grosso, lotado no Departamento de Geografia. Tem experiência na área de Geografia Física e Engenharia Sanitária, com ênfase em Planejamento Integrado dos Recursos Hídricos, atuando principalmente nos seguintes temas: Geoprocessamento, Sistemas de Informação Geográfica, Qualidade de água, Modelação hidrológica e Geografia da Saúde. 2016-2017: Estagio Sênior no Exterior (CAPES), Universidade de Potsdam, Alemanha.
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Amarílis Bezerra, Universidade de Brasília
Doutoranda em Geografia pela Universidade de São Paulo - USP. Mestre em Geografia pela Universidade de Brasília - UnB (2019). Bacharela e Licenciada em Geografia pela UnB (2015). Possui especialização em Saúde Coletiva pela Fiocruz-Brasília (2020) e em Gestão de Risco de Emergências e Desastres em Saúde Pública pela ENSP-Fiocruz (2021). É consultora técnica especialista em Vigilância, Saúde e Ambiente, e é pesquisadora colaboradora do Laboratório de Geografia Ambiente e Saúde (LAGAS/UnB). Tem experiência com análise de dados e vigilância em saúde, técnicas de geoprocessamento e análise espacial.
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Eliane Lima, Universidade de Brasília
Doutora e Mestre em Geografia pela Universidade de Brasília. Possui especialização em Epidemiologia aplicada à Emergência de Saúde Pública pela Escola de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz; especialização em Vigilância Sanitária pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás - PUC Goiás; especialização em Gestão Ambiental e Ordenamento Territorial pelo Centro Integrado de Ordenamento Territorial da Universidade de Brasília. É graduada em licenciatura em Estudos Sociais com habilitação em Geografia pela União Pioneira de Integração Social.É pesquisadora colaboradora do Laboratório de Geografia, Ambiente e Saúde (LAGAS/UnB) e do Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Cepedes/Fiocruz).Possui experiência na área de Geografia da Saúde e Saúde Pública, com foco em saúde e ambiente, emergência em saúde pública, mudanças climáticas e gestão de risco e de desastres
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Eucilene Alves Santana, Universidade de Brasília
Possui graduação em Licenciatura Plena em Biologia pela Universidade Federal de Mato Grosso (1994), mestrado em Ecologia e Conservação da Biodiversidade pela Universidade Federal de Mato Grosso (2000) e doutorado em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais pela Universidade Estadual de Maringá (2006). Com Pós-doutoramento da Universidade Federal do Paraná, pesquisadora colaboradora da Universidade de Brasília e consultora técnica -OPAS/OMS do Ministério da Saúde na Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Tem experiência na área de Ecologia, Epidemiologia, Indicadores, saúde pública, investigação de surto, Emergências de Saúde Pública, Análise de situação em Saúde, informações para gestores.
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Marina Miranda, Fundação Oswaldo Cruz
Possui graduação em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (2005/2006) e mestrado em Geografia pela Universidade Estadual de Campinas (2009). Doutora em Geografia (Geografia Física) pela Universidade de São Paulo (2014). Atua nas seguintes áreas temáticas: Geografia Médica e da Saúde, Geografia Urbana e suas interfaces com a Saúde Coletiva. No primeiro semestre de 2012, colaborou como pesquisadora visitante no Gabinete de Investigação em Geografia da Saúde da Universidade de Coimbra (UC), Portugal. Concluiu o pós-doutorado em Saúde Pública pela USP (2017) e é integrante do grupo de pesquisa de Espaço Urbano e Saúde do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA/USP). Foi consultora técnica na Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), do Ministério da Saúde (SVS/MS), colaborando na área de Análise de Situação de Saúde, com ênfase em Análise Espacial de dados de saúde e seus determinantes (2017 a 2021). Atuou no Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS (DEMAS), na Secretaria Executiva do Ministério (SE/MS), na área de Monitoramento e Avaliação de Intervenções em saúde no âmbito do MS (2021 e 2022). Foi consultora técnica do Departamento de Ciência e Tecnologia (DECIT), da Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde (SECTICS) do MS, atuando com avaliação de intervenções de saúde, promoção do uso de evidências científicas no apoio a tomada de decisão através de técnicas de tradução do conhecimento (2022/2023). Atualmente, é pesquidadora-bolsista do Colaboratório de Ciência, Tecnologia, Inovação e Sociedade da Escola de Governo da Fundação Oswaldo Cruz de Brasília, atuando no desenvolvimento e aplicação de metodologia para o mapeamento, análise e intervenção em Governança de Redes de Políticas Públicas como apoio à inteligência, estratégica e cooperativa, na perspectiva da ciência, tecnologia e sociedade.
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Renata Libonati, Universidade Federal do Rio de Janeiro
Realizou sua graduação em Ciências Geofísicas - Meteorologia pela Universidade de Lisboa (2005), seu doutorado em Ciências Geofísicas pela Universidade de Lisboa (2011) e pós-doutorado no INPE. Desde 2015 é professora do Departamento de Meteorologia da UFRJ e coordenadora do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA). Atua como pesquisadora colaboradora do Instituto Dom Luíz e do Centro de Estudos Florestais, ambos da Universidade de Lisboa desde 2018 e membro do Observatório de Saúde e Clima - FIOCRUZ. Desde 2020 é Diretora Adjunta de Relações Internacionais do Instituto de Geociências da UFRJ. Desde 2020 faz parte do Comitê de Especialistas em Monitoramento Climático da Organização Meteorológica Mundial (OMM) como representante do Brasil. Em 2023 foi agraciada com o Prêmio Mulheres na Ciência América Latina pela 3M pela contribuição de seus trabalhos em monitoramento de fogo por satélite. É pesquisadora CNPQ nível 2 e Cientista do Nosso Estado pela FAPERJ. Editora associada das revitas Natural Hazards and Earth System Sciences (NHESS) e npj Natural Hazards - Nature. Criadora da Plataforma ALARMES https://alarmes.lasa.ufrj.br/ voltada para o suporte da gestão, prevenção e combate de incêndios e queimadas no Brasil. Membro da Rede Latino-Americana de Sensoriamento Remoto e Incêndios Florestais (#RedLaTIF) e da Ibero-American Women Network for Climate Action (IBWoClimA). Atua como consultora do PREVFOGO/IBAMA no Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Nacional (Ciman) e como consultora do Ministério do Meio Ambiente na SECRETARIA EXTRAORDINÁRIA DE CONTROLE DO DESMATAMENTO E ORDENAMENTO AMBIENTAL TERRITORIAL no âmbito da sala de situação nacional para combate a incêndios. Atualmente participa dos grupos de trabalho do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (COMIF). Suas linhas de pesquisa englobam monitoramento de incêndios e queimadas por satélite, previsões meteorológicas de perigo de fogo, eventos climáticos extremos como ondas de calor e secas e seus impactos na vegetação e saúde pública.
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