Redes de sedes e filiais de empresas no Brasil

  • Marcelo Paiva da Motta Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
  • Ronaldo Cerqueira Carvalho Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Resumo

O presente artigo tem por objetivo analisar os padrões espaciais das interações entre firmas multilocalizadas no País à luz da Teoria dos Fluxos Centrais de Peter Taylor. Mapeou-se as ligações entre as sedes e filiais de empresas agregadas por estado. Dentre os resultados obtidos, ressalta-se o grande número de ligações intraestaduais, sugerindo o forte papel dos agentes econômicos voltados para a oferta de bens e serviços na formação das cidades brasileiras; a maciça concentração de ligações no Centro-Sul, particularmente em São Paulo, mostrando que o posicionamento entre sedes e filiais não é fundamentalmente diferente da distribuição geral das atividades econômicas; e que o padrão caótico das ligações secundárias indica uma economia doméstica ganhando complexidade suficiente para escapar da forma hierárquica estabelecida.

Publicado
2017-03-31
Como Citar
MOTTA, Marcelo Paiva da; CARVALHO, Ronaldo Cerqueira. Redes de sedes e filiais de empresas no Brasil. Revista Brasileira de Geografia, [S.l.], v. 61, n. 2, p. 49-66, mar. 2017. ISSN 2526-0375. Disponível em: <https://rbg.ibge.gov.br/index.php/rbg/article/view/62>. Acesso em: 17 ago. 2017. doi: https://doi.org/10.21579/issn.2526-0375_2016_n2_p49-66.
Seção
Artigos

Palavras-chave

Sedes e filiais; Empresa; Rede Urbana; Teoria dos fluxos centrais; Brasil